O Quadro a Quadro é mais uma série que estreia no HoopsBR. A ideia é mostrar, por meio de uma sequência de imagens, algo interessante que tenha acontecido em um jogo da NBA – seja um aspecto tático, técnico ou simplesmente algo curioso.
Na edição de hoje, destaco a movimentação de bola do Warriors em um lance do jogo de ontem contra o Blazers e um exemplo da sempre questionável seleção de arremessos de JR Smith.
The extra pass (x4)
Após um turnover do Blazers, o Warriors partiu para o contra-ataque. David Lee seguiu com a bola pelo centro da quadra, em direção à cesta.
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Como mostra a captura de tela acima, não seria nenhum absurdo se Lee tentasse o arremesso. Na verdade, a maioria dos jogadores nessa situação faria isso. Mas o ala-pivô viu o novato Nemanja Nedovic livre na zona morta e fez um belo passe.
Nedovic estava totalmente livre, e ninguém o criticaria se ele tivesse arremessado. No entanto, o calouro vem tendo dificuldades com seu arremesso de longa distância na temporada (em oito tentativas, só acertou uma). Nedovic preferiu passar para outro companheiro livre: Draymond Green.
A essas alturas, como um jogador do Blazers havia feito a rotação defensiva, Barnes não estava mais livre. No entanto, com toda essa movimentação de bola, quem acabou desmarcado foi justamente David Lee, aquele que fez o primeiro passe.
Na última imagem, podemos ver Lee concluindo pertinho da cesta e sendo o beneficiário final de uma sequência de ações positivas que ele mesmo iniciou. Basquete coletivo de primeira qualidade.
O outro extremo
JR Smith nunca foi conhecido por tomar boas decisões – dentro ou fora de quadra. Embora muito talentoso (e importantíssimo para o Knicks na temporada passada), são frequentes as situações em que Smith força arremessos desnecessários.
Nesta imagem, vemos o jogador totalmente livre na linha de três pontos. Embora esteja tendo dificuldades com seu arremesso na temporada, Smith tem aproveitamento de 36,6% em bolas de longa distância na carreira. Portanto, esse seria um bom arremesso para o ala-armador.
Mas, sabe-se lá o motivo, Smith prefere não arremessar. Em vez disso, ele dá um ou dois dribles e – agora bem marcado – força um arremesso longo de dois pontos (o menos eficiente do basquete). Mesmo que tivesse acertado (o que não foi o caso), esse foi um claro exemplo de como, muitas vezes, JR Smith complica as coisas para si mesmo.







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