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30 de nov. de 2013

Observações aleatórias da semana: 30/11

Carlos Petry

No post desta semana, questiono a necessidade de o Suns trocar Goran Dragic, mostro o impacto de Stephen Curry no desempenho de Klay Thompson (e do Warriors de uma forma geral) e destaco o começo de temporada de Jennings no Pistons, que lembra muito a sua carreira no Bucks.


Dragic ou Bledsoe... por que não os dois?


Desde que Eric Bledsoe chegou em Phoenix, a saída de Goran Dragic passou a ser especulada. O GM da franquia, Ryan McDonough, não esconde que seu objetivo é remontar o Suns, o que é evidenciado pelo grande número de trocas que a equipe realizou nos últimos meses. Gortat, Scola e Dudley já foram embora. Por que Dragic não seria o próximo?

A resposta me parece simples. Dragic ainda é relativamente jovem (27 anos) e segue melhorando a cada temporada. Digamos que o plano do Suns seja montar uma equipe que dispute o título da NBA daqui a três ou quatro anos – Dragic teria pouco mais de 30 anos de idade a essas alturas. Só para lembrar: Nash chegou em Phoenix em 2004 aos 30 anos de idade, e todos sabem o que aconteceu nos anos subsequentes.

Outro argumento muito usado para defender a saída de Dragic é o fato de que ele e Bledsoe atuam na mesma posição. De fato, não há garantias de que os dois se adaptarão bem jogando juntos. Mas por que não tentar? Na NBA de hoje, formações com dois PGs estão se tornando cada vez mais comuns. Além disso, já que Phoenix não concorrerá ao título por alguns anos mesmo, por que se preocupar tanto com ter o elenco mais equilibrado possível agora?


A diferença que Curry faz


Klay Thompson está tendo um excelente início de temporada, com aproveitamentos que superam até os de seu companheiro Steph Curry, considerado o melhor arremessador de longa distância da NBA. Segundo os números, o principal responsável por isso é... o próprio Curry. A diferença nos números de Thompson com e sem Curry em quadra é impressionante.


Com Curry em quadra, o aproveitamento geral de Thompson salta de 42,7% para a excelente marca de 51,5% (e de 39,5 para 47,6% em bolas de 3). E o impacto de Curry também fica claro no percentual de cestas assistidas de Thompson, que também aumenta significativamente (65,9 para 75%).

Como o Vitor, do Two-Minute Warning, havia comentado no Twitter um dia desses, o impacto de Curry no ataque do Warriors como um todo vem sendo absurdo. Com Curry em quadra, o Warriors tem uma eficiência ofensiva de 117,9 (facilmente a melhor da NBA se fosse mantida pelo jogo inteiro). Por outro lado, quando Curry vai descansar, a eficiência do ataque de Golden State cai para 91,0 (como referência, o Jazz, pior ataque da liga, marca 92,2 pontos a cada 100 posses).

Dificilmente esses números se manterão tão extremos assim. De qualquer modo, isso mostra que Curry é bem mais do que apenas um jogador divertido de assistir e que arremessa como ninguém do meio da rua; ele é o motor do Warriors.


Time novo, o mesmo Jennings


Quando chegou em Detroit, Jennings disse que poderia finalmente voltar a jogar como um armador, não se preocupar tanto em pontuar, pois agora teria jogadores ofensivos talentosos ao seu redor. Pois é. A temporada mal começou e Jennings já andou afirmando que anda sem confiança no seu arremesso, segundo ele, porque está pensando demais em passar a bola.

Embora sua média de assistências realmente tenha subido (8,1 por jogo, número mais alto da carreira), aquela história de não arremessar tanto porque teria para quem passar a bola não passou de discurso. Apesar de estar acertando apenas 38% das tentativas (o que, na verdade, não está muito abaixo de seu aproveitamento normal), Jennings arremessa mais do que qualquer outro jogador do Pistons, com 15,2 tentativas de média. Até Josh Smith, que adora forçar arremessos ridículos, está arremessando menos que ele.

Mas o que mais preocupa com relação ao desempenho do armador em Detroit até aqui é outra coisa que se tornou comum em Milwaukee: o time joga melhor quando Jennings não está em quadra.


Ainda estamos no início da temporada e é muito cedo para tirar conclusões precipitadas. Jennings ainda pode mudar a tendência atual e ajudar o Pistons a encontrar seu caminho. Mas, pelo menos até aqui, o armador vem sendo o mesmo dos tempos de Bucks. E isso não é nada bom para a franquia de Detroit.





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